segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
O tratamento do câncer não é somente quimioterapia, radioterapia ou cirurgia. Na Associação, elas contam com uma equipe de voluntários e profissionais de diversos setores para dar a elas e aos acompanhantes todo o apoio necessário para amenizar o sofrimento deste período. O apoio psicológico visa auxiliar a criança neste momento de mudanças, perdas e que também pode acarretar em dor e sofrimento.
A psicóloga Adriana Sampaio, que atende as famílas na Casa de Apoio, explica que o psicólogo ajuda a criança na adesão ao tratamento da doença ou ampliação de seu repertório comportamental, prestando suporte para a adaptação à nova rotina de idas ao hospital. “E este acompanhamento é especialmente necessário quando há mudança de cidade para tratamento, hospitalização por tempo prolongado, com afastamento da família, amigos e escola”, detalha Adriana.
Já o serviço social presta atendimento às famílias que se hospedam na APACN. A Assistente Social da Casa de Apoio, Rayde Bisinelli explica que além dos contatos com prefeituras e secretarias de saúde, o serviço social organiza grupos de socialização e orientação de pais ou acompanhantes, apoio aos voluntários que atuam com as famílias. “Percebemos que ao chegar em Curitiba o paciente e os familiares enfrentam algumas dificuldades e passam por períodos de angústia. Buscamos sempre viabilizar os recursos que eles têm direito, acompanhar estas famílias que buscam a cura dos filhos
A psicóloga Adriana Sampaio, que atende as famílas na Casa de Apoio, explica que o psicólogo ajuda a criança na adesão ao tratamento da doença ou ampliação de seu repertório comportamental, prestando suporte para a adaptação à nova rotina de idas ao hospital. “E este acompanhamento é especialmente necessário quando há mudança de cidade para tratamento, hospitalização por tempo prolongado, com afastamento da família, amigos e escola”, detalha Adriana.
Já o serviço social presta atendimento às famílias que se hospedam na APACN. A Assistente Social da Casa de Apoio, Rayde Bisinelli explica que além dos contatos com prefeituras e secretarias de saúde, o serviço social organiza grupos de socialização e orientação de pais ou acompanhantes, apoio aos voluntários que atuam com as famílias. “Percebemos que ao chegar em Curitiba o paciente e os familiares enfrentam algumas dificuldades e passam por períodos de angústia. Buscamos sempre viabilizar os recursos que eles têm direito, acompanhar estas famílias que buscam a cura dos filhos
a neoplasia infantil
As neoplasias mais freqüentes nas crianças são as leucemias (glóbulos brancos), os tumores de sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático). A idade que elas aparecem com maior freqüência está em torno de 2 a 4 anos. O câncer na criança se apresenta, em geral, com sinais e sintomas comuns a outras doenças da infância. Dra. Mara dá alguns exemplos:
- palidez que ocorre nas leucemias é muito comum nas anemias por deficiência nutricional; aumento de volume das ínguas, que também ocorre como resposta normal do organismo a infecções; dores ósseas de intensidade crescente, diferenciando-se de dores freqüentes associadas com o crescimento, que desaparecem rapidamente; dor de ouvido, que não melhora com os tratamentos habituais; dor no abdome, tosse persistente, manchas roxas pelo corpo e sangramento nasal.
Para saber se o sinal ou sintoma está associado ao câncer, é fundamental que a criança seja examinada pelo médico, que saberá que exames solicitar. Os pais e médicos ainda devem ficar alerta para outras alterações na saúde:
- No retinoblastoma, um sinal importante de manifestação é o chamado "reflexo do olho do gato", embranquecimento da pupila quando exposta à luz.
- Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visível e causar dor nos membros, sintoma, por exemplo, freqüente no osteossarcoma (tumor em osso em crescimento), mais comum em adolescentes.
- Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações cognitivas e paralisia de nervos.
As neoplasias mais freqüentes nas crianças são as leucemias (glóbulos brancos), os tumores de sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático). A idade que elas aparecem com maior freqüência está em torno de 2 a 4 anos. O câncer na criança se apresenta, em geral, com sinais e sintomas comuns a outras doenças da infância. Dra. Mara dá alguns exemplos:
- palidez que ocorre nas leucemias é muito comum nas anemias por deficiência nutricional; aumento de volume das ínguas, que também ocorre como resposta normal do organismo a infecções; dores ósseas de intensidade crescente, diferenciando-se de dores freqüentes associadas com o crescimento, que desaparecem rapidamente; dor de ouvido, que não melhora com os tratamentos habituais; dor no abdome, tosse persistente, manchas roxas pelo corpo e sangramento nasal.
Para saber se o sinal ou sintoma está associado ao câncer, é fundamental que a criança seja examinada pelo médico, que saberá que exames solicitar. Os pais e médicos ainda devem ficar alerta para outras alterações na saúde:
- No retinoblastoma, um sinal importante de manifestação é o chamado "reflexo do olho do gato", embranquecimento da pupila quando exposta à luz.
- Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visível e causar dor nos membros, sintoma, por exemplo, freqüente no osteossarcoma (tumor em osso em crescimento), mais comum em adolescentes.
- Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações cognitivas e paralisia de nervos.
CONCEITO
No organismo, verificam-se formas de crescimento celular controladas e não controladas. A hiperplasia, a metaplasia e a displasia são exemplos de crescimento controlado, enquanto que as neoplasias correspondem às formas de crescimento não controladas e são denominadas, na prática, de "tumores". A primeira dificuldade que se enfrenta no estudo das neoplasias é a sua definição, pois ela se baseia na morfologia e na biologia do processo tumoral. Com a evolução do conhecimento, modifica-se a definição. A mais aceita atualmente é: "Neoplasia é uma proliferação anormal do tecido, que foge parcial ou totalmente ao controle do organismo e tende à autonomia e à perpetuação, com efeitos agressivos sobre o hospedeiro" (Pérez-Tamayo, 1987; Robbins, 1984).
CLASSIFICAÇÃO
Várias classificações foram propostas para as neoplasias. A mais utilizada leva em consideração dois aspectos básicos: o comportamento biológico e a histogênese.
COMPORTAMENTO BIOLÓGICO
De acordo com o comportamento biológico os tumores podem ser agrupados em três tipos: benignos, limítrofes ou "bordeline", e malignos. Um dos pontos mais importantes no estudo das neoplasias é estabelecer os critérios de diferenciação entre cada uma destas lesões, o que, algumas vezes, torna-se difícil. Estes critérios serão discutidos a seguir e são, na grande maioria dos casos, morfológicos:
CÁPSULA
Os tumores benignos tendem a apresentar crescimento lento e expansivo determinando a compressão dos tecidos vizinhos, o que leva a formação de uma pseudocápsula fibrosa. Já nos casos dos tumores malignos, o crescimento rápido, desordenado, infiltrativo e destrutivo não permite a formação desta pseudocápsula; mesmo que ela se encontre presente, não deve ser equivocadamente considerada como tal, e sim como tecido maligno.
CRESCIMENTO
Todas as estruturas orgânicas apresentam um parênquima, representado pelas células em atividade metabólica ou duplicação, e um estroma, representado pelo tecido conjuntivo vascularizado, cujo objetivo é dar sustentação e nutrição ao parênquima. Os tumores também têm estas estruturas, sendo que os benignos, por exibirem crescimento lento, possuem estroma e uma rede vascular adequada, por isso que raramente apresentam necrose e hemorragia. No caso dos tumores malignos, observa-se que, pela rapidez e desorganização do crescimento, pela capacidade infiltrativa e pelo alto índice de duplicação celular, eles apresentam uma desproporção entre o parênquima tumoral e o estroma vascularizado. Isto acarreta áreas de necrose ou hemorragia, de grau variável com a velocidade do crescimento e a "idade" tumorai
No organismo, verificam-se formas de crescimento celular controladas e não controladas. A hiperplasia, a metaplasia e a displasia são exemplos de crescimento controlado, enquanto que as neoplasias correspondem às formas de crescimento não controladas e são denominadas, na prática, de "tumores". A primeira dificuldade que se enfrenta no estudo das neoplasias é a sua definição, pois ela se baseia na morfologia e na biologia do processo tumoral. Com a evolução do conhecimento, modifica-se a definição. A mais aceita atualmente é: "Neoplasia é uma proliferação anormal do tecido, que foge parcial ou totalmente ao controle do organismo e tende à autonomia e à perpetuação, com efeitos agressivos sobre o hospedeiro" (Pérez-Tamayo, 1987; Robbins, 1984).
CLASSIFICAÇÃO
Várias classificações foram propostas para as neoplasias. A mais utilizada leva em consideração dois aspectos básicos: o comportamento biológico e a histogênese.
COMPORTAMENTO BIOLÓGICO
De acordo com o comportamento biológico os tumores podem ser agrupados em três tipos: benignos, limítrofes ou "bordeline", e malignos. Um dos pontos mais importantes no estudo das neoplasias é estabelecer os critérios de diferenciação entre cada uma destas lesões, o que, algumas vezes, torna-se difícil. Estes critérios serão discutidos a seguir e são, na grande maioria dos casos, morfológicos:
CÁPSULA
Os tumores benignos tendem a apresentar crescimento lento e expansivo determinando a compressão dos tecidos vizinhos, o que leva a formação de uma pseudocápsula fibrosa. Já nos casos dos tumores malignos, o crescimento rápido, desordenado, infiltrativo e destrutivo não permite a formação desta pseudocápsula; mesmo que ela se encontre presente, não deve ser equivocadamente considerada como tal, e sim como tecido maligno.
CRESCIMENTO
Todas as estruturas orgânicas apresentam um parênquima, representado pelas células em atividade metabólica ou duplicação, e um estroma, representado pelo tecido conjuntivo vascularizado, cujo objetivo é dar sustentação e nutrição ao parênquima. Os tumores também têm estas estruturas, sendo que os benignos, por exibirem crescimento lento, possuem estroma e uma rede vascular adequada, por isso que raramente apresentam necrose e hemorragia. No caso dos tumores malignos, observa-se que, pela rapidez e desorganização do crescimento, pela capacidade infiltrativa e pelo alto índice de duplicação celular, eles apresentam uma desproporção entre o parênquima tumoral e o estroma vascularizado. Isto acarreta áreas de necrose ou hemorragia, de grau variável com a velocidade do crescimento e a "idade" tumorai
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